terça-feira, 4 de junho de 2013

Hoje, indo para mais uma jornada de trabalho na FURG, vi o pôr do sol, e lembrei com saudade das tardes de quinta, dia dedicado para a Ilha dos Marinheiros, saudades dos pores de sol vistos através do vidro do carro que nos leva e nos traz. Essa saudade dos estudantes, da escola Renascer e dos rostos apaixonados pelas aulas de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, Matemática e Biologia, disciplinas que são ministradas no nosso dia (quinta-feira).
Toda essa nostalgia me assustou um pouco, fiquei pensando: Como? Como farei para realizar o trabalho a que me propus? Como levarei para aquela escola rural, sem ao menos uma rede elétrica decente, computadores com internet para que eles possam realizar as pesquisas necessárias?
Meu Deus, o que eu fiz????

Como sou uma mulher de "peito", e quem me conhece sabe disso, tentei me manter calma, e enquanto o motorista do "mercedão" dirigia, eu apreciava, pela janela, o pôr do sol. E pensava...

... vou levar meu net, os not's dos vizinhos, todos os 3G's que eu conseguir e pedir a Deus que não me prendam por contrabando de tecnologia.

Para refletir (do meu livro favorito):


"Educadoras e educadores progressistas têm de estar alerta com relação a este dado, com seu trabalho de educação popular, uma vez que, não apenas os conteúdos, mas as formas de como abordá-los estão em relação direta com os níveis de lutas [...]"


FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança - Um reencontro com a Pedagogia do Oprimido. Editora Paz e Terra S.A.. Rio de Janeiro, 1997. p.21.

2 comentários:

  1. É isso aí, amiga!
    Esta é a Rita que eu conheço e sei que é verdadeira em tudo que faz. Parabéns!

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  2. Ah , a hora aí está errada. São 00:51... sonooooo

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